Fui convidade pelo blog Constace Zahn para falar um pouquinho sobre a translactação. A matéria ficou bem legal!!! Não sabe o q é? Ficou curiosa? Dá um pulinho lá para conferir!!
E quem disse que seria fácil? Pois temos um espaço para discurtimos alguns assuntos relacionados ao bem-estar materno-infantil com descontração, curiosidades e esclarecimento de dúvidas!! Enfim, sejam bem vindos!!
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Translactação
Fui convidade pelo blog Constace Zahn para falar um pouquinho sobre a translactação. A matéria ficou bem legal!!! Não sabe o q é? Ficou curiosa? Dá um pulinho lá para conferir!!
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Pronação dolorosa
Recentemente atendi no consultório um paciente que teve provação dolorosa. No momento da lesão, esses pais ficaram muito assustados e imaginaram que necessitaria de uma abordagem mais invasiva do médico. Mas ficaram positivamente impressionados com a rápida resolução após o atendimento do ortopedista. Por isso, hoje decidi falar sobre esse tema. Mas achei mais apropriado que um ortopedista, especialista em doenças do ombro e do cotovelo, escrevesse sobre o assunto. Portanto, cedo espaço para o Dr César Luiz Betoni Guglielmetti.
O cotovelo é uma articulação formada por 3 ossos: úmero, rádio e ulna. Entre eles existem ligamentos e a cápsula articular que conferem a estabilidade para que seu funcionamento ocorra de maneira adequada, isto é, que a congruência entre os ossos se mantenha apesar das cargas aplicadas sobre eles.

Também conhecida como "cotovelo da babá", a pronação dolorosa é uma lesão que ocorre no cotovelo de crianças. Na maioria das vezes a história é bem típica. Ocorre em situações em que um adulto para evitar uma queda ou em uma brincadeira ou para levantar a criança, a traciona pela mão ou pelo antebraço. Em alguns casos a história não é tão típica assim ou os cuidadores não estavam presentes no momento da lesão, percebendo apenas que a criança não está movimentando normalmente o membro. Quando ocorre essa tração excessiva no cotovelo, a cabeça do rádio pode deslocar, levando a uma luxação/subluxação (perda de sua congruência em relação ao úmero e à ulna). Tal lesão é mais frequente em crianças entre 18 meses e 4 anos, podendo também acontecer antes ou depois dessa faixa etária. Nessa idade existe uma frouxidão ligamentar aumentada nas articulações, fácil de se perceber pela alta flexibilidade das crianças e dos bebês.
O cotovelo é uma articulação formada por 3 ossos: úmero, rádio e ulna. Entre eles existem ligamentos e a cápsula articular que conferem a estabilidade para que seu funcionamento ocorra de maneira adequada, isto é, que a congruência entre os ossos se mantenha apesar das cargas aplicadas sobre eles.

Também conhecida como "cotovelo da babá", a pronação dolorosa é uma lesão que ocorre no cotovelo de crianças. Na maioria das vezes a história é bem típica. Ocorre em situações em que um adulto para evitar uma queda ou em uma brincadeira ou para levantar a criança, a traciona pela mão ou pelo antebraço. Em alguns casos a história não é tão típica assim ou os cuidadores não estavam presentes no momento da lesão, percebendo apenas que a criança não está movimentando normalmente o membro. Quando ocorre essa tração excessiva no cotovelo, a cabeça do rádio pode deslocar, levando a uma luxação/subluxação (perda de sua congruência em relação ao úmero e à ulna). Tal lesão é mais frequente em crianças entre 18 meses e 4 anos, podendo também acontecer antes ou depois dessa faixa etária. Nessa idade existe uma frouxidão ligamentar aumentada nas articulações, fácil de se perceber pela alta flexibilidade das crianças e dos bebês.
No momento da luxação a criança sente dor importante e após alguns minutos a dor está presente apenas quando movimenta o braço. Assim ela tende a deixar o braço imóvel ao lado do corpo. É nesse momento que os cuidadores da criança percebem que algo está errado, que não foi apenas dor e que será necessária avaliação médica. O mais indicado a se fazer é levar com urgência a criança para passar com um ortopedista.
O tratamento é simples. Após o ortopedista afastar a presença de fraturas e de lesões neurológica ele realiza uma manobra de redução que traz a cabeça do rádio de volta ao seu lugar. A dor cessa e os movimentos voltam normalmente em alguns minutos. Em geral a manobra gera pouca dor e não tem necessidade de ser reallizada com anestesia ou sedação. Em raros casos ao ocorrer a luxação, o ligamento anular, um dos responsáveis pela estabilização da cabeça do rádio, pode ser machucado. Nesses casos a criança irá permanecer com dor apesar da posição adequada do osso, sendo indicado imobilizaçao com tala. Após 1 semana a criança deverá ser reavaliada.
A pronação dolorosa é uma doença benigna e não costuma deixar sequelas. Algumas crianças cursam com pronações dolorosas de repetição, devendo os cuidadores receberem orientações sobre como prevení-la.
Créditos: Dr César Luiz Betoni Guglielmetti (CRM 130301)
Ortopedista e Traumatologista especialista em Ombro e Cotovelo
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Meu bebê pode tomar suco?
Todas as mães conhecem a importância do leite materno oferecido de forma exclusiva até os 6 meses. Esse é um assunto amplamente divulgado, mas e passado os 6 meses? Qual é a mãe que não fica ansiosa com a perspectiva de oferecer a primeira frutinha, a papa salgada e... o suquinho de laranja lima? Pois é, atualmente não se recomenda o consumo de suco de frutas naturais para as crianças menores de 1 ano. Tanto a Academia Americana de Pediatria quanto a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam fortemente a ingestão de água e que a fruta deve ser oferecida in natura (seja ela amassadinha ou em pedaços conforme a técnica BLW). Daí vem a clássica pergunta: mas qual o problema se sempre foi dado suco para os bebês? Verdade, os sucos eram a vedete da introdução alimentar, mas a medicina vive em constante avanço e descobriu-se que o suquinho não faz assim bem para a saúde. Estudos mostraram que esse consumo está associado a um risco maior de obesidade e de diabetes tipo 2. Um estudo publicado em 2013 no British Medical Journal mostrou que o consumo diário de suco de frutas (um ou mais copos) eleva em até 21% o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Segundo o mesmo estudo, o consumo frequente de frutas inteiras (ao invés do suco) reduz o risco da diabetes tipo 2 em 7%. Estão aqui alguns motivos pelo qual o suco não é um alimento adequado para os nossos pequenos bebês.
Em primeiro lugar, quando uma mãe prepara um suquinho, para conseguir alguns mililitros é necessário utilizar várias frutas. Por exemplo, pra fazer um suco de laranja lima, vão algumas unidades da laranja. Assim, concentra-se bastante a quantidade do açúcar da fruta, a frutose. Isso significa que para dar uns 60ml de suco, estamos oferecendo uma quantidade bem grande de frutose.
Em segundo lugar, o suco hidrata menos do que a água. Muitas mães acreditam erroneamente que por oferecer suco, a criança não necessita de água.
Em terceiro lugar, normalmente os sucos são dados na mamadeira. Mas para que não entupa o bico, as mães costumam a coar o suco. Com isso, todas as fibras são jogadas no lixo.
Em quarto lugar, o suco acrescenta muito pouco nutricionalmente, mas aumenta bastante o risco de cáries.
Então quer dizer que o bebê não pode tomar suco de forma alguma? Não é bem por aí. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, os sucos devem ser evitados, mas se forem administrados, que sejam oferecidos em copo, após as refeições e no máximo 100ml/dia para melhorar a absorção do ferro presente nos alimentos.
Em primeiro lugar, quando uma mãe prepara um suquinho, para conseguir alguns mililitros é necessário utilizar várias frutas. Por exemplo, pra fazer um suco de laranja lima, vão algumas unidades da laranja. Assim, concentra-se bastante a quantidade do açúcar da fruta, a frutose. Isso significa que para dar uns 60ml de suco, estamos oferecendo uma quantidade bem grande de frutose.
Em segundo lugar, o suco hidrata menos do que a água. Muitas mães acreditam erroneamente que por oferecer suco, a criança não necessita de água.
Em terceiro lugar, normalmente os sucos são dados na mamadeira. Mas para que não entupa o bico, as mães costumam a coar o suco. Com isso, todas as fibras são jogadas no lixo.
Em quarto lugar, o suco acrescenta muito pouco nutricionalmente, mas aumenta bastante o risco de cáries.
Então quer dizer que o bebê não pode tomar suco de forma alguma? Não é bem por aí. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, os sucos devem ser evitados, mas se forem administrados, que sejam oferecidos em copo, após as refeições e no máximo 100ml/dia para melhorar a absorção do ferro presente nos alimentos.
Portanto, se a vontade de dar suco for muito grande, lá vão algumas dicas importantes:
1. Não dê na mamadeira. Utilize um copo de transição ou copo infantil mais adequado para o seu filho.
2. Nada de coar. Deixe seu filho ingerir as fibras que as frutas nos oferecem. O intestino dele, com certeza, agradecerá.
3. Tente respeitar a quantidade de fruta que seu filho normalmente comeria. Se é suco de laranja e ele chuparia meia laranja, faça com meia a uma laranja.
4. Nunca, nunca mesmo, adicione açúcar ao suco. Também não ofereça sucos artificiais ou de caixinha.
5. Não se esqueça de oferecer água ao longo do dia. Comendo papa salgada, a necessidade de beber água existe.
6. Não substitua uma refeição pelo suco de frutas.
7. Está comendo fruta e papa? Não se esqueça de higienizar a boca do seu filho, seja escovando os dentes ou limpando as gengivas, língua e céu da boca.
1. Não dê na mamadeira. Utilize um copo de transição ou copo infantil mais adequado para o seu filho.
2. Nada de coar. Deixe seu filho ingerir as fibras que as frutas nos oferecem. O intestino dele, com certeza, agradecerá.
3. Tente respeitar a quantidade de fruta que seu filho normalmente comeria. Se é suco de laranja e ele chuparia meia laranja, faça com meia a uma laranja.
4. Nunca, nunca mesmo, adicione açúcar ao suco. Também não ofereça sucos artificiais ou de caixinha.
5. Não se esqueça de oferecer água ao longo do dia. Comendo papa salgada, a necessidade de beber água existe.
6. Não substitua uma refeição pelo suco de frutas.
7. Está comendo fruta e papa? Não se esqueça de higienizar a boca do seu filho, seja escovando os dentes ou limpando as gengivas, língua e céu da boca.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
O que comer no período de amamentação?
Recomenda-se que as mães que amamentam tenham uma alimentação bastante saudável e que bebam muita água. A maioria dos alimentos não afetam a amamentação. Deve-se, porém, evitar alimentos estimulantes como café, chá preto, chá mate e refrigerantes, pois podem deixar o bebê mais agitado. Bebidas alcoólicas são desaconselháveis nesse período, assim como o cigarro. Medicamentos devem ser tomados apenas com orientação médica, já que alguns são incompatíveis com a amamentação.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Meu leite é fraco?
Não, o leite materno nunca é fraco. Ele é adequado para a necessidade de cada criança. O aspecto do leite materno varia de acordo com a fase da amamentação. Nos primeiros dias, ele vem em menor quantidade e de cor mais clara (alguns diriam mais ralo). Esse é o colostro, um leite concentrado, bastante nutritivo e com muitos anticorpos.
O leite também muda conforme o tempo de amamentação. O leite do início da mamada, chamado de leite anterior, é rico em água. Ele é importante para hidratar o bebê. O leite do final da mamada, o leite posterior, tem bastante gordura levando a sensação de saciedade.
O leite também muda conforme o tempo de amamentação. O leite do início da mamada, chamado de leite anterior, é rico em água. Ele é importante para hidratar o bebê. O leite do final da mamada, o leite posterior, tem bastante gordura levando a sensação de saciedade.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Vantagens do aleitamento materno
O leite materno é o alimento mais completo que existe para o bebê até o sexto mês de vida. Dessa forma, é recomendação das principais entidades pediátricas e da Organização Mundial de Saúde o aleitamento materno exclusivo nos 6 primeiros meses de vida. Isso significa que não há necessidade de oferecer água, chá, fruta ou outros alimentos nessa fase.
O leite materno, por ser composto por proteína humana, é fácil de digerir. Sua composição é adequada para o desenvolvimento dos órgãos do bebê, principalmente os rins e os intestinos. Assim, não leva a sobrecarga desses órgãos. Dessa forma, um bebê que mama adequadamente, tem urina clara e em grande quantidade. O aleitamento materno, também reduz o risco de alergia a proteínas estranhas, como a do leite de vaca.
Por possuir células de defesa (principalmente no colostro), o leite materno protege os bebês contra doenças.
Sua praticidade é inegável, já que vem pronto, na temperatura adequada e está disponível a qualquer momento. Além disso, não tem custo financeiro.
A amamentação alimenta não apenas o bebê, mas o vínculo mãe-filho, já que envolve carinho, trocas de olhares... é um momento exclusivo do bebê e da mamãe.
Para a mãe, amamentar promove maior perda de peso, com mais rápida recuperação do peso pré-gravídico. É responsável também pela redução de sangramento após o parto, além de retardar o retorno da menstruação.
Fica claro que não faltam motivos para se oferecer leite materno a um bebê.
O leite materno, por ser composto por proteína humana, é fácil de digerir. Sua composição é adequada para o desenvolvimento dos órgãos do bebê, principalmente os rins e os intestinos. Assim, não leva a sobrecarga desses órgãos. Dessa forma, um bebê que mama adequadamente, tem urina clara e em grande quantidade. O aleitamento materno, também reduz o risco de alergia a proteínas estranhas, como a do leite de vaca.
Por possuir células de defesa (principalmente no colostro), o leite materno protege os bebês contra doenças.
Sua praticidade é inegável, já que vem pronto, na temperatura adequada e está disponível a qualquer momento. Além disso, não tem custo financeiro.
A amamentação alimenta não apenas o bebê, mas o vínculo mãe-filho, já que envolve carinho, trocas de olhares... é um momento exclusivo do bebê e da mamãe.
Para a mãe, amamentar promove maior perda de peso, com mais rápida recuperação do peso pré-gravídico. É responsável também pela redução de sangramento após o parto, além de retardar o retorno da menstruação.
Fica claro que não faltam motivos para se oferecer leite materno a um bebê.
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Vacina contra meningite B
A “nova” vacina contra meningite B foi lançada recentemente
e vem gerando bastante dúvida nos pais quanto a necessidade de vacinar e os seus
riscos. Digo que a vacina é nova entre aspas, porque ela já existe há alguns
anos fora do Brasil. Em janeiro de 2013 foi liberada para o uso na União
Européia e em agosto do mesmo ano, na Austrália. Assim, boa parte dos efeitos
colaterais já foram descritos. Os principais relatados são febre e dor local.
A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana
gravíssima causada pela Neisseria
meningitidis, o meningococo. Já foram identificados 13 sorotipos diferentes
como responsáveis pela doença meningocócica invasiva. Dentre eles, os mais
frequentes são: A, B, C, W135 e Y. Em
torno de 90% dos casos de doença meningocócica relatados no mundo são causados
pelos sorotipos A, B e C. Os sorogrupos B e C são mais frequentes na Europa e
no continente americano. Os sorogrupos A e C predominam na Ásia e na África. No
Brasil, o sorotipo B é responsável por aproximadamente 20% dos casos, sendo o
meningococo C o mais frequente.
Apesar de ter incidência baixa (1 a 2 casos a cada 100.000
habitantes), é uma doença de evolução rápida, de grande gravidade, de difícil
tratamento e com alta letalidade, podendo chegar a 70%. De acordo com a
Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 20% das pessoas que tiveram
meningite ficaram com algum tipo de sequela como surdez, amputações, crises
convulsivas e outras alterações neurológicas.
Sua transmissão é através do contato com pessoas doentes ou
portadoras da bactéria. É transmitida por via respiratória através de gotículas
de saliva, espirro e tosse.
Os principais sintomas da meningite são febre, dor de
cabeça, vômitos, rigidez de nuca, convulsão e petéquias (manchas vermelhas na
pele causadas por lesão dos vasos sanguíneos).
Em 2010, a vacina contra o meningococo C foi introduzida no
Programa Nacional de Imunização levando a uma queda importante das formas
graves da infecção nas crianças menores de 4 anos. A vacina contra a meningite
B foi recomendada e incluída nos calendários vacinais da Sociedade Brasileira
de Pediatria e Sociedade Brasileira de Imunizações no seguinte esquema:
-
em menores de 6 meses, a primeira dose poderá
ser dada a partir dos 2 meses de vida, sendo necessário 3 doses com intervalo
de 2 meses entre elas e 1 reforço após o primeiro ano de vida.
-
para as crianças entre 6 meses e 1 ano, são 2
doses com intervalo de 2 meses entre elas e 1 reforço após o primeiro ano de
vida.
-
para os maiores de 1 ano, são 2 doses da vacina
com intervalo de 2 meses.
A vacina está disponível em clínicas particulares de
vacinação a um custo ainda elevado. Não há previsão para sua entrada no
Programa Nacional de Imunização, uma vez que numericamente, o meningococo B não
é responsável por tantos casos de mortes ou incapacitações, então não há um
interesse de custo x benefício para a vacinação em massa. Porém
individualmente, pode prevenir uma infecção gravíssima e de alta letalidade.
Cada pediatra tem um posicionamento frente aos assuntos mais
polêmicos como está sendo essa vacina. Eu sou uma das pediatras que indicam a
vacina. Isso porque em minha prática médica pude, infelizmente, presenciar
alguns casos de meningite meningocócica e seus tristes desfechos. Apesar de ser
responsável por 20% dos casos, quando ela acomete alguém que amamos, nossa
estatística passa a ser 100% (isso de uma doença que tem grandes chances de
matar ou de deixar sequelas). Acredito que se há uma forma de previní-la, por
quê não? Considero as vacinas um grande avanço da medicina. E isso se torna
evidente quando vemos surtos de doenças antes controladas em áreas onde o
movimento anti-vacina tem força. Também não acho que é o caso de sair
desesperadamente vacinando seu filho, já que não estamos vivenciando um surto
da doença. Mas se houver a possibilidade financeira, acho uma forma importante
de proteção dos nossos filhos e, portanto, recomendo aos meus pacientes.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Importante alerta aos pais sobre a posição correta de se colocar o bebê para dormir. Apesar de muitas pessoas ainda orientarem dormir de barriga para baixo ou de lado, a única posição segura e que reduz o risco da morte súbita do lactente é a de barriguinha para cima!! É importante também o berço sem travesseiro, kit berço, cobertor, ursos de pelúcia ou almofadas!! Evitar super aquecimento, além de outros fatores!!
Veja a matéria que apareceu na revista Crescer: 55% dos bebês ainda dormem em situações que favorecem a morte súbita
Veja a matéria que apareceu na revista Crescer: 55% dos bebês ainda dormem em situações que favorecem a morte súbita
segunda-feira, 10 de março de 2014
Vacina contra HPV
Começa hoje a campanha de vacinação contra o HPV. Ela abrange meninas de 11 a 13 anos e será oferecida em postos de saúde e em escolas (públicas e privadas). Existem 2 vacinas disponíveis para a imunização. A utilizada na campanha é quadrivalente, responsável pela proteção contra 4 subtipos (6, 11, 16 e 18).
A infecção pelo HPV é a doença sexualmente transmissível mais comum atualmente. Estima-se que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que dessas 32% foram infectadas pelos tipos 16 e 18, responsáveis pelo câncer de colo de útero.
A transmissão ocorre pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas através de relação sexual ou de mãe para filho no momento do parto.
Atualmente existem mais de 100 tipos de HPV, sendo alguns deles responsáveis pelo condiloma acuminado (também conhecidos como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista) e câncer (principalmente no colo de útero e no ânus).
O esquema de vacinação proposto pelo Ministério da Saúde corresponde a 3 doses, sendo a segunda dose 6 meses após a primeira e a terceira 5 anos após a primeira. A meta dessa campanha é atingir 80% do público alvo (5,2 milhões de meninas). Em 2015 deverão ser imunizadas as meninas entre 9 e 11 anos e a partir de 2016, as de 9 anos.
ALGUMAS POLÊMICAS
Há pais resistentes a vacinar suas filhas contra o HPV por considerarem esse um “estímulo” para o início de uma vida sexual precoce. Vale, porém, lembrar que algumas vacinas aplicadas nos bebês também causam doenças graves como a Hepatite B (dada ao nascimento) e podem ser transmitidas por via sexual. Mais do que evitar uma medida de saúde, essa é uma boa oportunidade de ter uma conversa franca com os filhos sobre sexualidade e a importância de se prevenir.
Outra polêmica reside no esquema vacinal oferecido pelo SUS. Nas clínicas privadas, recomenda-se a vacinação contra o HPV antes do início da vida sexual (mas isso não quer dizer que as mulheres sexualmente ativas não devam tomar a vacina) sendo o intervalo entre a primeira e a segunda dose de 1 a 2 meses, e de 6 meses entre a primeira e a terceira dose. Isso significa que após 6 meses da primeira dose, uma adolescente completaria sua imunização. Em compensação, no SUS esse período passaria para 5 anos podendo levar ao esquecimento da segunda e da terceira doses, reduzindo assim a sua eficácia. Acontece que a vacina contra o HPV nas clínicas particulares possuem um custo elevado. Dessa forma, não há como negar que a introdução da vacina contra o HPV no calendário vacinal é uma boa estratégia de saúde pública. Mas vale a pena conversar com o seu pediatra sobre a vacinação e qual esquema adotar.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Minha barriga dói!!!
Por solicitação de uma mãe, vamos falar hoje sobre dor abdominal. Esse é um tema muito frequente nos livros e nos consultórios de pediatria. Tão frequente mesmo que o estranho é não ter paciente em idade escolar que a mãe não traga a queixa de "ele(a) reclama sempre de dor de cabeça, barriga e/ou nas pernas". No caso da dor abdominal, a pergunta seguinte é "a senhora acha que pode ser verme?".
Estamos falando hoje sobre as dores recorrentes da infância, sendo a dor abdominal, em membros e cefaléia as mais prevalentes. Como normalmente as queixas são vagas e, principalmente, subjetivas, sua abordagem também não é tão simples assim. A dor abdominal recorrente foi definida em 1958 como "ocorrência de pelo menos 3 episódios de dor durante um período de pelo menos 3 meses, com intensidade suficiente para interferir nas atividades habituais da criança. Ela pode ter causas orgânicas ou psicossociais. As causas orgânicas podem ser de origem gastrointestinal (constipação crônica, doença inflamatória intestinal, intolerância a lactose, parasitose intestinal, refluxo gastroesofágico, doença celíaca, úlcera péptica, gastrite, alterações funcionais, aerofagia), urinárias (infecção do trato urinário, cálculo renal), ginecológicas (cólicas menstruais, cisto de ovário, doença inflamatória pélvica) e sistêmicas.
Apesar de trazer grande angústia aos pais, a dor abdominal recorrente tem baixa chance de estar associada a alguma causa orgânica, isto é, doença física.
Mas o seu diagnóstico é de exclusão, sendo necessário uma boa anamnese, exame físico e alguns exames complementares.
É necessário caracterizar a dor quanto a sua frequência, intensidade, desencadeantes, fatores de melhora e de piora e se há queixas de outras dores recorrentes associadas. É importante avaliar se existe na família alguém com queixa de dor ou doença crônica. Se o relacionamento com pais, irmão, amigos e escola está tranquilo. É interessante também observar qual a reação dos pais e da família frente à queixa de dor.
É importante avaliar se há algum sinal de alerta. São eles:
Estamos falando hoje sobre as dores recorrentes da infância, sendo a dor abdominal, em membros e cefaléia as mais prevalentes. Como normalmente as queixas são vagas e, principalmente, subjetivas, sua abordagem também não é tão simples assim. A dor abdominal recorrente foi definida em 1958 como "ocorrência de pelo menos 3 episódios de dor durante um período de pelo menos 3 meses, com intensidade suficiente para interferir nas atividades habituais da criança. Ela pode ter causas orgânicas ou psicossociais. As causas orgânicas podem ser de origem gastrointestinal (constipação crônica, doença inflamatória intestinal, intolerância a lactose, parasitose intestinal, refluxo gastroesofágico, doença celíaca, úlcera péptica, gastrite, alterações funcionais, aerofagia), urinárias (infecção do trato urinário, cálculo renal), ginecológicas (cólicas menstruais, cisto de ovário, doença inflamatória pélvica) e sistêmicas.
Apesar de trazer grande angústia aos pais, a dor abdominal recorrente tem baixa chance de estar associada a alguma causa orgânica, isto é, doença física.
Mas o seu diagnóstico é de exclusão, sendo necessário uma boa anamnese, exame físico e alguns exames complementares.
É necessário caracterizar a dor quanto a sua frequência, intensidade, desencadeantes, fatores de melhora e de piora e se há queixas de outras dores recorrentes associadas. É importante avaliar se existe na família alguém com queixa de dor ou doença crônica. Se o relacionamento com pais, irmão, amigos e escola está tranquilo. É interessante também observar qual a reação dos pais e da família frente à queixa de dor.
É importante avaliar se há algum sinal de alerta. São eles:
- dor fixa em região longe do umbigo,
- dor intensa que acorda a criança no meio do sono,
- sinais sugestivos de doença como a perda de peso, parada ou desaceleração do cresicmento, febre recorrente, vômitos importantes, aumento do volume abdominal, diarréia crônica, sangramento gastrointestinal, dores articulares,
- história familiar de anemia falciforme, úlcera péptica, doença inflamatória intestinal e doença celíaca
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Refluxo gastroesofágico
O que é?
O refluxo gastroesofágico é o retorno dos alimentos e líquidos do estômago para o esôfago, causado pelo relaxamento de uma válvula que fica entre esses dois órgãos. A forma mais frequente de refluxo ocorre em bebês antes dos 6 meses de idade e se manifesta por meio de regurgitações ("golfadas") acompanhadas ou não de vômitos. Quando ocorre em crianças que ganham peso adequadamente, sem sinais de desnutrição, é chamado de refluxo fisiológico. Ele tende a desaparecer à medida que as crianças passam a receber alimentos mais espessos, o que acontece a partir dos 6 meses de idade. Quando o refluxo acontece em número, duração e quantidades maiores que o permitido causando prejuízos à criança, ele é chamado de doença do refluxo gastroesofágico.
Como se manifesta?
A doença do refluxo gastroesofágico pode se manifestar nos bebês por meio de chiado no peito, prolongado ou repetido. Pode ser acompanhado ou não por vômitos, o que pode causar inflamação do esôfago (esofagite) com manifestações como irritação, falta de apetite e baixa ganho de peso. Mas que fique claro que irritação em bebê não é causado apenas por esofagite.
Nas crianças maiores e adolescentes os sintomas podem ser vômitos, azia, enjôo, queimação no peito ou dor na "boca do estômago". Neles, o refluxo pode estar associado à asma, tosse crônica, laringite, amigdalite, faringite, otite, rouquidão e pigarros. É importante ressaltar que esses sintomas são os mesmos que ocorrem em outras doenças como nas infecções e nas alergias.
Como tratar?
Em relação aos bebês que regurgitam ou vomitam sem outros sintomas, os pais devem ficar tranquilos de que não é necessário nenhum tratamento com medicamentos, mas somente cuidados com a alimentação e postura adequada para deitá-los. Por outro lado, quando os sintomas sugerem inflamação do esôfago, ou quando a criança apresenta problemas respiratórios que possa sugerir doença do refluxo gastroesofágico, o tratamento deve ser feito com modificações na dieta e na postura para deitá-los, além de medicamentos. Vale mencionar que nenhum tratamento irá curar o refluxo e sim evitar suas complicações.
Medidas dietéticas: para os bebês em aleitamento materno é importante seguir as orientações de amamentação garantindo uma pega adequada. Para os que recebem fórmula infantil (NAN, Aptamil, Nestogeno, Enfamil, entre outros), as mamadas podem ser fracionadas, levando um volume menor de leite ao estômago do seu filho por mamada, mas diminuindo o intervalo entre elas. Deve-se evitar deitar o bebê nos primeiros 30 minutos pós mamada. Existem também as mamadeiras com válvulas anti-cólica que reduzem a quantidade de ar engolido durante as mamadas. O leite engrossado pode ser indicado em casos especiais. Nas crianças maiores, deve-se evitar refeições noturnas volumosas com alimentos gordurosos, cítricos e líquidos gasosos.
Medidas posturais: recomenda-se deitar seu bebê em berço sem protetores, cobertores, ursinhos e afins. É recomendado o decúbito elevado e dorsal, isto é, de barriguinha para cima. Essas medidas são importantes para reduzir o risco de broncoaspiração e fazem parte das recomendações para prevenção da Síndrome da Morte Súbita do Lactente.
Tratamento medicamentoso: os remédios devem sempre ser indicados pelo pediatra. Existem remédios que aceleram o esvaziamento do estômago e outros que reduzem a acidez gástrica, mas não ofereça ao seu filho nenhuma medicação sem a recomendação do seu pediatra de confiança!!
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Xixi com "sangue" na fralda?
Sim, consigo até imaginar o desespero que foi abrir a fralda do seu neném e encontrar uma manchinha rosada/avermelhada ou algumas delas na fralda. A cor mais precisa é de tijolo ou ferrugem. "É sangue, doutora?". Pois se acalme, respire fundo e leia a seguir.
Nos primeiros dias de vida os bebês eliminam na urina os critais de urato que deixam manchas simulando sangue nas fraldas. Isso é normal e esperado!! Normalmente essas manchas não aparecem em todas as trocas de fraldas e são facilmente removidas com água. Caso ela não saia lavando, converse com o seu pediatra.
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terça-feira, 13 de agosto de 2013
Canhoto?
Até os 3 a 4 anos as crianças utilizam indistintamente as duas mãos. Com o passar do tempo, a preferência por um dos lados é nítida. A lateralidade é definida por volta dos 6 anos de idade, quando a criança utiliza mais os membros direitos (destro) ou os esquerdos (canhoto) nas mais diversas funções. Em parte, ser canhoto é determinado pela genética, onde o hemisfério direito do cérebro é dominante.
Saiba que não há absolutamente nada errado com o seu filho canhoto. Muito pelo contrário, ele ganhou até um dia especial para comemorar essa "escolha". Portanto,
FELIZ DIA DO CANHOTO!!!!
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Anemia ferropriva
A anemia é o reflexo da diminuição de uma substância no interior dos glóbulos vermelhos do sangue, a hemoglobina. Essa substância é responsável por diversas ações no organismo, entre eles o transporte do oxigênio inspirado para os tecidos e órgãos. A anemia pode ter diversas causas, sendo uma delas a por deficiência de ferro (ferropriva).
A anemia ferropriva é a principal carência nutricional no Brasil e chega a atingir mais de 50% das crianças menores de 2 anos. Por esse motivo foi firmado pelo Ministério da Saúde em 1999 uma parceria com a sociedade civil e científica o "Compromisso Social pela Redução da Anemia Ferropriva no Brasil", onde algumas medidas foram adotadas:
- fortificação obrigatória da farinha de milho e trigo com ferro e ácido fólico,
- suplementação medicamentosa universal de ferro para os grupos vulneráveis,
- orientação nutricional e alimentar direcionada para alimentação saudável.
- aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e complementar até os 2 anos,
- leite de vaca integral contra-indicado para crianças menores de 1 ano,
- leite de vaca integral indicado para crianças maiores de 1 ano com consumo máximo de 700ml por dia,
- utilização da carne na alimentação complementar desde o início por ser excelente fonte de ferro de elevada biodisponibilidade.
E qual a importância do ferro? O ferro é um micro-mineral essencial para o desenvolvimento da criança. Ele participa de vários processos metabólicos em nosso organismo e, consequentemente, a sua deficiência leva a diversas manifestações, podendo causar, em última instância, o desenvolvimento da anemia ferropriva. Nas crianças pequenas (lactentes) pode causar comprometimento do desenvolvimento cognitivo, do padrão do sono, da memória e do comportamento, repercutindo a longo prazo com menor desempenho escolar e distúrbios da aprendizagem. São sintomas: palidez, dor de cabeça, tontura, desânimo, cansaço fácil, sopro cardíaco, palpitações, falta de ar, perda de apetite, tristeza, falta de sono e de concentração, perverções alimentares (comer gelo, terra, sabão), entre outros. Mas lembre-se, nenhum desses sintomas é específico da anemia, ou seja, se seu filho estiver mais tristinho e desanimado a anemia não é a única resposta para os sintomas dele!!
Dicas
1. Alguns alimentos são facilitadores da absorção do ferro e devem ser ingeridos junto às refeições de sal como carne, frutas cítricas (laranja, limão, abacaxi, morango, tangerina, acerola, maracujá, goiaba) e ovos.
2. Alguns alimentos, por sua vez, são dificultadores da absorção do ferro e deve-se evitar o seu consumo junto às refeições de sal assim como chá, leite, excesso de cereais e fibras.
3. Aqui vão alguns alimentos que são ricos em ferro: carne vermelha, caldo de carne caseiro, peixe, gema de ovo, feijão, lentilha, ervilha, beterraba, folhas verdes.
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Birra
Quem nunca viu uma criança jogada no chão chorando enquanto os pais olhavam perplexos a cena e pensou "ahhh, se fosse meu filho"?? Não existe solução mágica ou remédio para isso. Educar filhos é realmente muito trabalhoso e exige boa dose de paciência. Mas sinalizar ao seu filho que a birra funcionou e dar a ele aquilo que lhe foi negado para acabar logo com o escândalo não é recomendável. A criança aprende e começa a utilizar este artifício frente a frustrações.
Vi um vídeo muito interessante da psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria que gostaria de compartilhar com vocês.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Volta às aulas...
Depois de muita diversão, brincadeiras, televisão, video-game e dormir e acordar mais tarde, as aulas recomeçarão!! E como preparar o seu filho para a volta às aulas? Aqui vão algumas dicas:
1. Ajude-o a organizar o material escolar e a mochila. Você pode reencapar cadernos que já possuía, reparar lápis, estojo e mochila. Pequenas mudanças aumentam a motivação da criança para utilizar esse material. Você se lembra da sensação de ir à escola com um material renovado e diferente?
2. Organize o local de estudo. Para ter vontade de estudar, a criança precisa de um local aconchegante. É importante também verificar a luminosidade do local. Se já tiver uma escrivaninha ou mesinha de estudo, ajude-o a reorganizá-la. Caso seu filho ainda não tenha um cantinho de estudo, esta é uma excelente oportunidade para providenciá-la.
3. Relembre o seu filho de como a escola é legal falando sobre os amiguinhos, professoras e atividades preferidas. Assim, ele se lembrará de como também é divertido ir à escola.
4. Volte gradualmente à rotina. Nada de mudanças abruptas! Uma semana antes de voltar à escola, diminua gradativamente o tempo de televisão e vídeo-game. Aos poucos, acorde-o mais cedo e faça atividades relaxantes e calmas próximas do horário de dormir.
Apesar de curtas, as férias de junho quebram (ainda bem) a rotina do seu filho. Portanto, mãos à obra para que ele não associe o fim das férias com o final de toda diversão!!! E boas aulas!!!!
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Tá frio!!!
Estamos, definitivamente, no inverno!! Nessa terça-feira tivemos o dia mais frio dos últimos 52 anos em São Paulo. E o frio se alastrou por boa parte do Brasil trazendo até neve à Curitiba.
Com todo esse frio, cabe falar um pouquinho sobre os cuidados especiais com os bebês no inverno.
Roupas
Os bebês não sentem muito mais frio do que os adultos, porém eles perdem calor com mais facilidade. Na hora de vestí-los, coloque 1 peça a mais de roupa do que está usando. Roupas em excesso podem elevar a temperatura do bebê simulando uma febre (hipertermia). Muitas roupas pode também deixá-lo suado, o que aumenta o risco de doenças de pele, e irritado pelo calor. Caso ele sinta frio, a pele tende a adquirir um aspecto rendilhado e as extremidades ficam frias. Assim sendo, vista seu bebê de forma confortável, mantendo-o com as mãos e pés quentinhos, porém sem exageros!!!! Gorros e toucas são bem vindos quando for sair de casa.
Banho
Não é porque está frio que o seu filho perdeu o direito de tomar banho. Mas dê preferência para os horários mais quentes do dia (como aqueles próximos do almoço). Dê banhos mais curtos e não use água muito quente ou sabonetes em excesso para evitar o ressecamento da pele (o que aumenta o risco de alergias). A temperatura da água deve girar em torno de 36ºC. Se você não tiver um termômetro para medir a temperatura da água da banheira, molhe a parte interna do braço. Se a temperatura estiver agradável, então ela é apropriada para o banho do seu pequeno.
Lembre-se de levar tudo para o local do banho, evitando assim entradas e saídas junto com correntes de ar, e de mantê-lo aquecido. Vista seu filho no local do banho não se esquecendo de secar a cabeça dele a fim de reduzir a perda de calor.
Hora de dormir
Para os bebês pequenos, evite usar cobertores na hora de dormir uma vez que existe o risco de sufocamento. Essa é uma medida preventiva da Síndrome da Morte Súbita. Portanto coloque seu filho para dormir bem agasalhado. Caso haja necessidade de utilizar algo para cobrí-lo, use cobertores no formato de saco de dormir.
Aquecedor
O aquecedor de ar é um importante instrumento para deixar a casa mais quentinha. Porém ele deve ser usado com critério uma vez que reduz a qualidade do ar deixando-o mais seco. Dessa forma, as vias aéreas ficam ressecadas diminuindo sua eficiência para filtrar e umidificar o ar inspirado. Como no inverno há maior quantidade de vírus respiratórios e bactérias circulantes, o ar seco pode tornar seu filho mais susceptível aos agentes infecciosos. Por isso, é importante umidificar o ambiente. Evite manter o aquecedor funcionando ao longo da noite enquanto seu bebê dorme. Mas o aquecedor é muito bem vindo para manter o aposento quentinho durante o banho ou antes da chegada do seu filho àquele ambiente. Lembre-se sempre de trocar o filtro do seu aquecedor conforme a orientação do fabricante!
Umidificador
O umidificador de ar é muito vendido no inverno uma vez que essa estação é bastante seca. Porém seu uso também requer critérios. O umidificador deve ser abastecido com água potável. Já o vaporizador pode utilizar a água de torneira, uma vez que irá fervê-la. Tanto um quanto o outro não devem permanecer ligados durante o sono do seu filho. Tome cuidado com o vapor que sai do vaporizador, uma vez que ele é quente e pode causar queimaduras!!! Quando utilizar um umidificador, deixe-o funcionando por algum tempo, mas desligue de 3 a 4 horas antes de levar seu bebê àquele cômodo.
Vale lembrar que toalhas molhadas e bacias de água são excelentes para umidificar o ar.
Dica
Para melhorar umidade das vias aéreas de seu flho, aplique soro fisiológico nas narinas dele com certa frequência. Além de umidificar as vias aéreas, o soro ajuda a desobstruí-las, removendo a secreção acumulada.
Curiosidade
No mercado existem aquecedores para as mais diversas funções. Achei bastante curioso o aquecedor de toalhas e o de lencinhos umedecidos. Apesar de supérfluo, o aquecedor de toalhas me pareceu interessante nos dias muuuuito frios. Já o de lencinhos umedecidos parece não ter caído no gosto das mamães.
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terça-feira, 23 de julho de 2013
Como estimular a visão do seu filho?
Como comentei em post anterior, a visão do bebê se desenvolve ao longo do primeiro ano de vida. Portanto, aqui vão algumas brincadeiras e dicas que estimularão a visão do seu filho.
1 mês
Fale com o bebê de perto para ele poder enxergá-la. Lembre-se que a visão do seu filho tem alcance de 30 a 40cm. Brinque com objetos redondos, de cores fortes e contrastantes (listrados, por exemplo).
2 meses
A visão do seu filho está um pouco mais nítida portanto brinque com ele fazendo caretas para ele tentar te imitar. Como ele já tem capacidade de fixar o olhar em objetos e de notar diferença entre as cores, um móbile colorido fará muito sucesso!!
3 meses
Segure seu filho em pé no colo para que ele possa observar melhor a movimentação ao redor. Com a melhora da nitidez e do alcance da visão, permita que seu filho explore diferentes ambientes dentro e fora da casa.
4 meses
Brinque de esconder e aparecer o rosto, o famoso "cadê, achou". Ele já reconhece o rosto das pessoas e essa atividade além de estimular a visão é um bom exercício para a psique dele. Outro instrumento interessante nessa idade é o espelho (daqueles que não quebram!!). Ver a própria imagem refletida no espelho estimula bastante a visão e percepção do seu filho.
5 meses
Vamos ampliar o campo de visão do seu filho? Coloque brinquedos coloridos e atrativos perto e longe dele. Isso despertará o interesse dele em ambos os brinquedos espalhados no ambiente.
6 meses
Estimule a curiosidade de seu filho deixando-o cercado por objetos coloridos e de diferentes texturas. Não se esqueça de atentar para as características desses brinquedos. Eles devem ser apropriados para a idade do bebê!!
7 a 9 meses
Bebês adoram cubos coloridos. Inicialmente para brincar de forma aleatória e posteriormente para empilhá-los e derrubá-los. Outra brincadeira interessante é esconder objetos com um pano e mostrá-los posteriormente. Assim, seu filho memoriza o brinquedo e depois compara a imagem mental com a real.
Vamos brincar de estimular??
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Consultório no Google Maps
Saiu... o consultório já está no Google Maps!! Assim fica mais fácil encontrar o endereço!!!
Ver mapa maior
domingo, 21 de julho de 2013
Bebê enxerga?
- Doutora, eu tenho mais uma dúvida: meu filho me enxerga direito?
Em todas as primeiras consultas ouço essa pergunta, com uma certa timidez, mas ela sempre aparece.
Quando o bebê nasce, sua visão ainda não está completamente formada. A visão amadurece gradativamente tanto no tamanho do olho quanto nas conexões com o sistema nervoso central. A cada mês a visão torna-se mais nítida.
Assim sendo, ao nascimento, a visão é meio embaçada. O recém-nascido é capaz de distinguir luz, formas e movimentos. Ele tem preferência por formas redondas e imagens com bastante contraste. Ele enxerga bem imagens a uma distância de 20 a 30cm, mais ou menos a distância do rosto da mãe durante a amamentação. O recém-nascido tem dificuldade de alinhar coordenadamente os olhos. Dessa forma, é comum vê-lo vesguinho.
A partir dos 2 meses de vida, o bebê começa a notar a diferença entre as cores, tendo preferência pelas primárias e fortes. Sua visão tem alcance de 50cm. O bebê nessa idade já fixa o olhar com facilidade, focando em objetos e tenta acompanhar movimentos.
No 4º mês ele adquire a capacidade de percepção de profundidade e de reconhecer pessoas. A partir do 8º mês, o bebê enxerga praticamente tudo.
DESCONTRAINDO
Quer visualizar como o seu filho te vê? O Tiny Eyes permite que você coloque a imagem que deseja ver e acompanhe a evolução da visão do seu filho ao longo dos meses. Boa diversão.
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