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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Pronação dolorosa

     Recentemente atendi no consultório um paciente que teve provação dolorosa. No momento da lesão, esses pais ficaram muito assustados e imaginaram que necessitaria de uma abordagem mais invasiva do médico. Mas ficaram positivamente impressionados com a rápida resolução após o atendimento do ortopedista. Por isso, hoje decidi falar sobre esse tema. Mas achei mais apropriado que um ortopedista, especialista em doenças do ombro e do cotovelo, escrevesse sobre o assunto. Portanto, cedo espaço para o Dr César Luiz Betoni Guglielmetti.


     O cotovelo é uma articulação formada por 3 ossos: úmero, rádio e ulna. Entre eles existem ligamentos e a cápsula articular que conferem a estabilidade para que seu funcionamento ocorra de maneira adequada, isto é, que a congruência entre os ossos se mantenha apesar das cargas aplicadas sobre eles. 


     Também conhecida como "cotovelo da babá", a pronação dolorosa é uma lesão que ocorre no cotovelo de crianças. Na maioria das vezes a história é bem típica. Ocorre em situações em que um adulto para evitar uma queda ou em uma brincadeira ou para levantar a criança, a traciona pela mão ou pelo antebraço. Em alguns casos a história não é tão típica assim ou os cuidadores não estavam presentes no momento da lesão, percebendo apenas que a criança não está movimentando normalmente o membro. Quando ocorre essa tração excessiva no cotovelo, a cabeça do rádio pode deslocar, levando a uma luxação/subluxação (perda de sua congruência em relação ao úmero e à ulna). Tal lesão é mais frequente em crianças entre 18 meses e 4 anos, podendo também acontecer antes ou depois dessa faixa etária. Nessa idade existe uma frouxidão ligamentar aumentada nas articulações, fácil de se perceber pela alta flexibilidade das crianças e dos bebês. 
     No momento da luxação a criança sente dor importante e após alguns minutos a dor está presente apenas quando movimenta o braço. Assim ela tende a deixar o braço imóvel ao lado do corpo. É nesse momento que os cuidadores da criança percebem que algo está errado, que não foi apenas dor e que será necessária avaliação médica. O mais indicado a se fazer é levar com urgência a criança para passar com um ortopedista.
     O tratamento é simples. Após o ortopedista afastar a presença de fraturas e de lesões neurológica ele realiza uma manobra de redução que traz a cabeça do rádio de volta ao seu lugar. A dor cessa e os movimentos voltam normalmente em alguns minutos. Em geral a manobra gera pouca dor e não tem necessidade de ser reallizada com anestesia ou sedação. Em raros casos ao ocorrer a luxação, o ligamento anular, um dos responsáveis pela estabilização da cabeça do rádio, pode ser machucado. Nesses casos a criança irá permanecer com dor apesar da posição adequada do osso, sendo indicado imobilizaçao com tala. Após 1 semana a criança deverá ser reavaliada.
     A pronação dolorosa é uma doença benigna e não costuma deixar sequelas. Algumas crianças cursam com pronações dolorosas de repetição, devendo os cuidadores receberem orientações sobre como prevení-la.

Créditos: Dr César Luiz Betoni Guglielmetti (CRM 130301)
                Ortopedista e Traumatologista especialista em Ombro e Cotovelo
                www.cesarbetoni.com

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Meu bebê pode tomar suco?

Todas as mães conhecem a importância do leite materno oferecido de forma exclusiva até os 6 meses. Esse é um assunto amplamente divulgado, mas e passado os 6 meses? Qual é a mãe que não fica ansiosa com a perspectiva de oferecer a primeira frutinha, a papa salgada e... o suquinho de laranja lima? Pois é, atualmente não se recomenda o consumo de suco de frutas naturais para as crianças menores de 1 ano. Tanto a Academia Americana de Pediatria quanto a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam fortemente a ingestão de água e que a fruta deve ser oferecida in natura (seja ela amassadinha ou em pedaços conforme a técnica BLW). Daí vem a clássica pergunta: mas qual o problema se sempre foi dado suco para os bebês? Verdade, os sucos eram a vedete da introdução alimentar, mas a medicina vive em constante avanço e descobriu-se que o suquinho não faz assim bem para a saúde. Estudos mostraram que esse consumo está associado a um risco maior de obesidade e de diabetes tipo 2. Um estudo publicado em 2013 no British Medical Journal mostrou que o consumo diário de suco de frutas (um ou mais copos) eleva em até 21% o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Segundo o mesmo estudo, o consumo frequente de frutas inteiras (ao invés do suco) reduz o risco da diabetes tipo 2 em 7%. Estão aqui alguns motivos pelo qual o suco não é um alimento adequado para os nossos pequenos bebês.
Em primeiro lugar, quando uma mãe prepara um suquinho, para conseguir alguns mililitros é necessário utilizar várias frutas. Por exemplo, pra fazer um suco de laranja lima, vão algumas unidades da laranja. Assim, concentra-se bastante a quantidade do açúcar da fruta, a frutose. Isso significa que para dar uns 60ml de suco, estamos oferecendo uma quantidade bem grande de frutose.
Em segundo lugar, o suco hidrata menos do que a água. Muitas mães acreditam erroneamente que por oferecer suco, a criança não necessita de água.
Em terceiro lugar, normalmente os sucos são dados na mamadeira. Mas para que não entupa o bico, as mães costumam a coar o suco. Com isso, todas as fibras são jogadas no lixo.
Em quarto lugar, o suco acrescenta muito pouco nutricionalmente, mas aumenta bastante o risco de cáries.
Então quer dizer que o bebê não pode tomar suco de forma alguma? Não é bem por aí. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, os sucos devem ser evitados, mas se forem administrados, que sejam oferecidos em copo, após as refeições e no máximo 100ml/dia para melhorar a absorção do ferro presente nos alimentos.
Portanto, se a vontade de dar suco for muito grande, lá vão algumas dicas importantes:
1. Não dê na mamadeira. Utilize um copo de transição ou copo infantil mais adequado para o seu filho.
2. Nada de coar. Deixe seu filho ingerir as fibras que as frutas nos oferecem. O intestino dele, com certeza, agradecerá.
3. Tente respeitar a quantidade de fruta que seu filho normalmente comeria. Se é suco de laranja e ele chuparia meia laranja, faça com meia a uma laranja.
4. Nunca, nunca mesmo, adicione açúcar ao suco. Também não ofereça sucos artificiais ou de caixinha.
5. Não se esqueça de oferecer água ao longo do dia. Comendo papa salgada, a necessidade de beber água existe.
6. Não substitua uma refeição pelo suco de frutas.
7. Está comendo fruta e papa? Não se esqueça de higienizar a boca do seu filho, seja escovando os dentes ou limpando as gengivas, língua e céu da boca.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O que comer no período de amamentação?

Recomenda-se que as mães que amamentam tenham uma alimentação bastante saudável e que bebam muita água. A maioria dos alimentos não afetam a amamentação. Deve-se, porém, evitar alimentos estimulantes como café, chá preto, chá mate e refrigerantes, pois podem deixar o bebê mais agitado. Bebidas alcoólicas são desaconselháveis nesse período, assim como o cigarro. Medicamentos devem ser tomados apenas com orientação médica, já que alguns são incompatíveis com a amamentação.



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Meu leite é fraco?

Não, o leite materno nunca é fraco. Ele é adequado para a necessidade de cada criança. O aspecto do leite materno varia de acordo com a fase da amamentação. Nos primeiros dias, ele vem em menor quantidade e de cor mais clara (alguns diriam mais ralo). Esse é o colostro, um leite concentrado, bastante nutritivo e com muitos anticorpos.
O leite também muda conforme o tempo de amamentação. O leite do início da mamada, chamado de leite anterior, é rico em água. Ele é importante para hidratar o bebê. O leite do final da mamada, o leite posterior, tem bastante gordura levando a sensação de saciedade.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Vantagens do aleitamento materno

O leite materno é o alimento mais completo que existe para o bebê até o sexto mês de vida. Dessa forma, é recomendação das principais entidades pediátricas e da Organização Mundial de Saúde o aleitamento materno exclusivo nos 6 primeiros meses de vida. Isso significa que não há necessidade de oferecer água, chá, fruta ou outros alimentos nessa fase.
O leite materno, por ser composto por proteína humana, é fácil de digerir. Sua composição é adequada para o desenvolvimento dos órgãos do bebê, principalmente os rins e os intestinos. Assim, não leva a sobrecarga desses órgãos. Dessa forma, um bebê que mama adequadamente, tem urina clara e em grande quantidade. O aleitamento materno, também reduz o risco de alergia a proteínas estranhas, como a do leite de vaca.
Por possuir células de defesa (principalmente no colostro), o leite materno protege os bebês contra doenças.
Sua praticidade é inegável, já que vem pronto, na temperatura adequada e está disponível a qualquer momento. Além disso, não tem custo financeiro.
A amamentação alimenta não apenas o bebê, mas o vínculo mãe-filho, já que envolve carinho, trocas de olhares... é um momento exclusivo do bebê e da mamãe.
Para a mãe, amamentar promove maior perda de peso, com mais rápida recuperação do peso pré-gravídico. É responsável também pela redução de sangramento após o parto, além de retardar o retorno da menstruação.
Fica claro que não faltam motivos para se oferecer leite materno a um bebê. 


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Refluxo gastroesofágico

O que é?

     O refluxo gastroesofágico é o retorno dos alimentos e líquidos do estômago para o esôfago, causado pelo relaxamento de uma válvula que fica entre esses dois órgãos. A forma mais frequente de refluxo ocorre em bebês antes dos 6 meses de idade e se manifesta por meio de regurgitações ("golfadas") acompanhadas ou não de vômitos. Quando ocorre em crianças que ganham peso adequadamente, sem sinais de desnutrição, é chamado de refluxo fisiológico. Ele tende a desaparecer à medida que as crianças passam a receber alimentos mais espessos, o que acontece a partir dos 6 meses de idade. Quando o refluxo acontece em número, duração e quantidades maiores que o permitido causando prejuízos à criança, ele é chamado de doença do refluxo gastroesofágico.



Como se manifesta?

     A doença do refluxo gastroesofágico pode se manifestar nos bebês por meio de chiado no peito, prolongado ou repetido. Pode ser acompanhado ou não por vômitos, o que pode causar inflamação do esôfago (esofagite) com manifestações como irritação, falta de apetite e baixa ganho de peso. Mas que fique claro que irritação em bebê não é causado apenas por esofagite.
     Nas crianças maiores e adolescentes os sintomas podem ser vômitos, azia, enjôo, queimação no peito ou dor na "boca do estômago". Neles, o refluxo pode estar associado à asma, tosse crônica, laringite, amigdalite, faringite, otite, rouquidão e pigarros. É importante ressaltar que esses sintomas são os mesmos que ocorrem em outras doenças como nas infecções e nas alergias.


Como tratar?

     Em relação aos bebês que regurgitam ou vomitam sem outros sintomas, os pais devem ficar tranquilos de que não é necessário nenhum tratamento com medicamentos, mas somente cuidados com a alimentação e postura adequada para deitá-los. Por outro lado, quando os sintomas sugerem inflamação do esôfago, ou quando a criança apresenta problemas respiratórios que possa sugerir doença do refluxo gastroesofágico, o tratamento deve ser feito com modificações na dieta e na postura para deitá-los, além de medicamentos. Vale mencionar que nenhum tratamento irá curar o refluxo e sim evitar suas complicações. 
     
     Medidas dietéticas: para os bebês em aleitamento materno é importante seguir as orientações de amamentação garantindo uma pega adequada. Para os que recebem fórmula infantil (NAN, Aptamil, Nestogeno, Enfamil, entre outros), as mamadas podem ser fracionadas, levando um volume menor de leite ao estômago do seu filho por mamada, mas diminuindo o intervalo entre elas. Deve-se evitar deitar o bebê nos primeiros 30 minutos pós mamada. Existem também as mamadeiras com válvulas anti-cólica que reduzem a quantidade de ar engolido durante as mamadas. O leite engrossado pode ser indicado em casos especiais. Nas crianças maiores, deve-se evitar refeições noturnas volumosas com alimentos gordurosos, cítricos e líquidos gasosos.

     Medidas posturais: recomenda-se deitar seu bebê em berço sem protetores, cobertores, ursinhos e afins. É recomendado o decúbito elevado e dorsal, isto é, de barriguinha para cima. Essas medidas são importantes para reduzir o risco de broncoaspiração e fazem parte das recomendações para prevenção da Síndrome da Morte Súbita do Lactente.

     Tratamento medicamentoso: os remédios devem sempre ser indicados pelo pediatra. Existem remédios que aceleram o esvaziamento do estômago e outros que reduzem a acidez gástrica, mas não ofereça ao seu filho nenhuma medicação sem a recomendação do seu pediatra de confiança!!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Xixi com "sangue" na fralda?

     Sim, consigo até imaginar o desespero que foi abrir a fralda do seu neném e encontrar uma manchinha rosada/avermelhada ou algumas delas na fralda. A cor mais precisa é de tijolo ou ferrugem. "É sangue, doutora?". Pois se acalme, respire fundo e leia a seguir.
     Nos primeiros dias de vida os bebês eliminam na urina os critais de urato que deixam manchas simulando sangue nas fraldas. Isso é normal e esperado!! Normalmente essas manchas não aparecem em todas as trocas de fraldas e são facilmente removidas com água. Caso ela não saia lavando, converse com o seu pediatra.

sábado, 24 de agosto de 2013

Língua presa

     Outro questionamento frequente no consultório é a respeito da "língua presa". A anquiloglossia, chamada popularmente de língua presa, é uma condição onde o freio lingual (prega que temos embaixo da língua) é encurtada ou tem inserção anteriorizada. Ela acomete de 1,7 a 4,4% dos recém-nascidos sendo 4 vezes mais frequente nos meninos.



     A anquiloglossia é evidenciada quando a criança não consegue colocar a ponta da língua para fora da boca ou quando é possível, a língua fica fendida com formato de coração. Tanto o diagnóstico quanto o tratamento é controverso entre pediatras, otorrinolaringologistas, odontopediatras, fonoaudiólogos e cirurgiões pediátricos. Isso porque apesar de relativamente comum entre os recém-nascidos, a anquiloglossia é pouco frequente nos adultos, estimando-se a ocorrência de 2 a 3 casos a cada 10.000 indivíduos. Acredita-se que isso aconteça nos casos leves, onde o crescimento da língua diminua a extensão da anquiloglossia.
     A anquiloglossia pode levar à dificuldade de sucção, mastigação e deglutição por diminuir os movimentos linguais dada restrição do freio curto. Pode provocar também alterações da fala, causando dificuldade na articulação de alguns sons, principalmente o "R" e o "L". Seria como tentar falar palavras com essa letras (lápis, livro, caro...) sem mexer a língua. Difícil, né?
     O tratamento é cirúrgico e consiste na remoção do freio ou na frenectomia ("pique" no freio), liberando assim a movimentação da língua.
     É importante lembrar que a "língua presa" não é a única patologia que leva a alterações na fala. Surgiu a dúvida? Converse com o seu pediatra.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Canhoto?

     Até os 3 a 4 anos as crianças utilizam indistintamente as duas mãos. Com o passar do tempo, a preferência por um dos lados é nítida. A lateralidade é definida por volta dos 6 anos de idade, quando a criança utiliza mais os membros direitos (destro) ou os esquerdos (canhoto) nas mais diversas funções. Em parte, ser canhoto é determinado pela genética, onde o hemisfério direito do cérebro é dominante.
     Saiba que não há absolutamente nada errado com o seu filho canhoto. Muito pelo contrário, ele ganhou até um dia especial para comemorar essa "escolha". Portanto, 



FELIZ DIA DO CANHOTO!!!!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Anemia ferropriva

     A anemia é o reflexo da diminuição de uma substância no interior dos glóbulos vermelhos do sangue, a hemoglobina. Essa substância é responsável por diversas ações no organismo, entre eles o transporte do oxigênio inspirado para os tecidos e órgãos. A anemia pode ter diversas causas, sendo uma delas a por deficiência de ferro (ferropriva).
     A anemia ferropriva é a principal carência nutricional no Brasil e chega a atingir mais de 50% das crianças menores de 2 anos. Por esse motivo foi firmado pelo Ministério da Saúde em 1999 uma parceria com a sociedade civil e científica o "Compromisso Social pela Redução da Anemia Ferropriva no Brasil", onde algumas medidas foram adotadas:
  • fortificação obrigatória da farinha de milho e trigo com ferro e ácido fólico,
  • suplementação medicamentosa universal de ferro para os grupos vulneráveis,
  • orientação nutricional e alimentar direcionada para alimentação saudável.
     Outras medidas são de extrema importância para a prevenção da anemia ferropriva como:
  • aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e complementar até os 2 anos,
  • leite de vaca integral contra-indicado para crianças menores de 1 ano,
  • leite de vaca integral indicado para crianças maiores de 1 ano com consumo máximo de 700ml por dia,
  • utilização da carne na alimentação complementar desde o início por ser excelente fonte de ferro de elevada biodisponibilidade.

     E qual a importância do ferro? O ferro é um micro-mineral essencial para o desenvolvimento da criança. Ele participa de vários processos metabólicos em nosso organismo e, consequentemente, a sua deficiência leva a diversas manifestações, podendo causar, em última instância, o desenvolvimento da anemia ferropriva. Nas crianças pequenas (lactentes) pode causar comprometimento do desenvolvimento cognitivo, do padrão do sono, da memória e do comportamento, repercutindo a longo prazo com menor desempenho escolar e distúrbios da aprendizagem. São sintomas: palidez, dor de cabeça, tontura, desânimo, cansaço fácil, sopro cardíaco, palpitações, falta de ar, perda de apetite, tristeza, falta de sono e de concentração, perverções alimentares (comer gelo, terra, sabão), entre outros. Mas lembre-se, nenhum desses sintomas é específico da anemia, ou seja, se seu filho estiver mais tristinho e desanimado a anemia não é a única resposta para os sintomas dele!!



Dicas
1. Alguns alimentos são facilitadores da absorção do ferro e devem ser ingeridos junto às refeições de sal como carne, frutas cítricas (laranja, limão, abacaxi, morango, tangerina, acerola, maracujá, goiaba) e ovos.

2. Alguns alimentos, por sua vez, são dificultadores da absorção do ferro e deve-se evitar o seu consumo junto às refeições de sal assim como chá, leite, excesso de cereais e fibras.

3. Aqui vão alguns alimentos que são ricos em ferro: carne vermelha, caldo de carne caseiro, peixe, gema de ovo, feijão, lentilha, ervilha, beterraba, folhas verdes.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Tá frio!!!

     Estamos, definitivamente, no inverno!! Nessa terça-feira tivemos o dia mais frio dos últimos 52 anos em São Paulo. E o frio se alastrou por boa parte do Brasil trazendo até neve à Curitiba.
     Com todo esse frio, cabe falar um pouquinho sobre os cuidados especiais com os bebês no inverno.


Roupas

     Os bebês não sentem muito mais frio do que os adultos, porém eles perdem calor com mais facilidade. Na hora de vestí-los, coloque 1 peça a mais de roupa do que está usando. Roupas em excesso podem elevar a temperatura do bebê simulando uma febre (hipertermia). Muitas roupas pode também deixá-lo suado, o que aumenta o risco de doenças de pele, e irritado pelo calor. Caso ele sinta frio, a pele tende a adquirir um aspecto rendilhado e as extremidades ficam frias. Assim sendo, vista seu bebê de forma confortável, mantendo-o com as mãos e pés quentinhos, porém sem exageros!!!! Gorros e toucas são bem vindos quando for sair de casa.



Banho

     Não é porque está frio que o seu filho perdeu o direito de tomar banho. Mas dê preferência para os horários mais quentes do dia (como aqueles próximos do almoço). Dê banhos mais curtos e não use água muito quente ou sabonetes em excesso para evitar o ressecamento da pele (o que aumenta o risco de alergias). A temperatura da água deve girar em torno de 36ºC. Se você não tiver um termômetro para medir a temperatura da água da banheira, molhe a parte interna do braço. Se a temperatura estiver agradável, então ela é apropriada para o banho do seu pequeno.
     Lembre-se de levar tudo para o local do banho, evitando assim entradas e saídas junto com correntes de ar, e de mantê-lo aquecido. Vista seu filho no local do banho não se esquecendo de secar a cabeça dele a fim de reduzir a perda de calor.


Hora de dormir

     Para os bebês pequenos, evite usar cobertores na hora de dormir uma vez que existe o risco de sufocamento. Essa é uma medida preventiva da Síndrome da Morte Súbita. Portanto coloque seu filho para dormir bem agasalhado. Caso haja necessidade de utilizar algo para cobrí-lo, use cobertores no formato de saco de dormir.



Aquecedor

     O aquecedor de ar é um importante instrumento para deixar a casa mais quentinha. Porém ele deve ser usado com critério uma vez que reduz a qualidade do ar deixando-o mais seco. Dessa forma, as vias aéreas ficam ressecadas diminuindo sua eficiência para filtrar e umidificar o ar inspirado. Como no inverno há maior quantidade de vírus respiratórios e bactérias circulantes, o ar seco pode tornar seu filho mais susceptível aos agentes infecciosos. Por isso, é importante umidificar o ambiente. Evite manter o aquecedor funcionando ao longo da noite enquanto seu bebê dorme. Mas o aquecedor é muito bem vindo para manter o aposento quentinho durante o banho ou antes da chegada do seu filho àquele ambiente. Lembre-se sempre de trocar o filtro do seu aquecedor conforme a orientação do fabricante!


Umidificador

     O umidificador de ar é muito vendido no inverno uma vez que essa estação é bastante seca. Porém seu uso também requer critérios. O umidificador deve ser abastecido com água potável. Já o vaporizador pode utilizar a água de torneira, uma vez que irá fervê-la. Tanto um quanto o outro não devem permanecer ligados durante o sono do seu filho. Tome cuidado com o vapor que sai do vaporizador, uma vez que ele é quente e pode causar queimaduras!!! Quando utilizar um umidificador, deixe-o funcionando por algum tempo, mas desligue de 3 a 4 horas antes de levar seu bebê àquele cômodo.
     Vale lembrar que toalhas molhadas e bacias de água são excelentes para umidificar o ar.


Dica

     Para melhorar umidade das vias aéreas de seu flho, aplique soro fisiológico nas narinas dele com certa frequência. Além de umidificar as vias aéreas, o soro ajuda a desobstruí-las, removendo a secreção acumulada.


Curiosidade

     No mercado existem aquecedores para as mais diversas funções. Achei bastante curioso o aquecedor de toalhas e o de lencinhos umedecidos. Apesar de supérfluo, o aquecedor de toalhas me pareceu interessante nos dias muuuuito frios. Já o de lencinhos umedecidos parece não ter caído no gosto das mamães.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Como estimular a visão do seu filho?

     Como comentei em post anterior, a visão do bebê se desenvolve ao longo do primeiro ano de vida. Portanto, aqui vão algumas brincadeiras e dicas que estimularão a visão do seu filho.

1 mês
     Fale com o bebê de perto para ele poder enxergá-la. Lembre-se que a visão do seu filho tem alcance de 30 a 40cm. Brinque com objetos redondos, de cores fortes e contrastantes (listrados, por exemplo).

 2 meses
     A visão do seu filho está um pouco mais nítida portanto brinque com ele fazendo caretas para ele tentar te imitar. Como ele já tem capacidade de fixar o olhar em objetos e de notar diferença entre as cores, um móbile colorido fará muito sucesso!!

3 meses
     Segure seu filho em pé no colo para que ele possa observar melhor a movimentação ao redor. Com a melhora da nitidez e do alcance da visão, permita que seu filho explore diferentes ambientes dentro e fora da casa.

4 meses
     Brinque de esconder e aparecer o rosto, o famoso "cadê, achou". Ele já reconhece o rosto das pessoas e essa atividade além de estimular a visão é um bom exercício para a psique dele. Outro instrumento interessante nessa idade é o espelho (daqueles que não quebram!!). Ver a própria imagem refletida no espelho estimula bastante a visão e percepção do seu filho.

5 meses
     Vamos ampliar o campo de visão do seu filho? Coloque brinquedos coloridos e atrativos perto e longe dele. Isso despertará o interesse dele em ambos os brinquedos espalhados no ambiente.

6 meses
     Estimule a curiosidade de seu filho deixando-o cercado por objetos coloridos e de diferentes texturas. Não se esqueça de atentar para as características desses brinquedos. Eles devem ser apropriados para a idade do bebê!!

7 a 9 meses
     Bebês adoram cubos coloridos. Inicialmente para brincar de forma aleatória e posteriormente para empilhá-los e derrubá-los. Outra brincadeira interessante é esconder objetos com um pano e mostrá-los posteriormente. Assim, seu filho memoriza o brinquedo e depois compara a imagem mental com a real.

     Vamos brincar de estimular??

domingo, 14 de julho de 2013

Brinquedos de aluguel

     Seu filho possui uma infinidade de brinquedos espalhados pela casa e para os quais não dá mais bola? Existem lojas que fazem plano de aluguel de brinquedos. Você faz a assinatura por no mínimo um mês e seu filho tem direito de escolher os brinquedos que deseja e pelo tempo que quiser. Quando o brinquedo perder a graça, é só trocar por outro. O Clube do Brinquedo em São Paulo cobra a mensalidade de R$ 75 e dá direito a 2 brinquedos por 30 dias. No Rio Grande do Sul tem a Brinque Troque com mensalidade de R$ 80. A Joanninha atende toda a Grande São Paulo com frete grátis e sua mensalidade é de 80 a 150 reais que é convertida em 6 "moedas", podendo ser trocadas por até 6 brinquedos. Todos funcionam no sistema de entrega em casa. Boa diversão!!!!

sábado, 13 de julho de 2013

Um pouco mais de 365 segundos

Momento de descontração...

     Pais fazem um vídeo com 1 segundo de cada dia do primeiro ano de vida de seu filho, Indigo. O vídeo tem duração um pouco maior que 365 segundos e é lindo do começo ao fim. Divirtam-se.


Cólicas


     Está aí uma palavra pequena mais que tira sono e lágrimas tanto dos filhos quanto dos pais. A cólica do lactente é uma entidade que acomete os nenéns a partir da segunda semana de vida se estendendo até o 3º mês e com pico entre 4 a 6 semanas de vida. Ela se caracteriza por choro súbito e inconsolável, sem causa aparente, que não responde às medidas habituais de conforto. As crises de choro vão e vem e normalmente são de forte intensidade, agudo e estridente. O bebê fica vermelho, agitado e com as pernas dobradas sobre o abdome. Com frequência ocorre a eliminação de gases levando a um alívio temporário. As crises podem se prolongar por horas com breves pausas o que gera nos pais sentimentos de frustração e impotência. Tenho certeza que muitos pais se identificaram com o cenário acima descrito.
     Mas por que os pequenos sofrem tanto? As causas da cólica do lactente são bastante especuladas porém pouco conclusivas. Alguns alegam que está relacionada a imaturidade intestinal, que é fisiológica. Outros questionam se os bebês possuem a motilina, hormônio intestinal, aumentado. Há também os que correlacionam as cólicas com o excesso de ar deglutido durante mamadas e choros. Entretanto, todos concordam que a cólica do lactente é uma condição transitória, isto é, tem prazo para terminar, não trazendo riscos de vida ou atrapalhando o crescimento da criança!!!
     Sabe-se que o choro é a principal ferramenta de comunicação do bebê nos primeiros meses de vida. Assim sendo, leva-se algum tempo pra uma mãe decifrar se aquele choro é de dor, fome, sono, manha... Quer queira quer não, seu filho é uma pessoinha de personalidade própria que você aprenderá a entender. Portanto, antes de associar qualquer choro a dor ou fome, veja se ele não quer apenas ouvir a sua voz ou quem sabe um colinho para escutar o seu coração batendo, um som da vida intra-uterina tão familiar.
     Você deve ter notado que quanto mais agitado é o dia do seu filho, mais cólica ele sente, se é uma criança propensa a isso. Portanto, quanto mais tranquilo é o ambiente dos pequenos, menos agitados eles ficarão.

E quando não passa??

     Existem algumas orientações para a cólica do lactente. Recomenda-se realizar massagem na barriga e movimentos com as perninas... elas ajudam a eliminar os gases. Há relatos que a ingestão de alimentos estimulantes maternos como cafeína e chocolate podem piorar o quadro. Compressas mornas ou bolsa de água quente devidamente enrolada em toalhas para evitar queimaduras também oferecem conforto ao bebê.
     Quanto às medicações, nenhuma tem de fato efeito comprovado para acabar com a cólica. Se o quadro persistir, procure seu pediatra para orientações. Existem analgésicos simples e remédios para gases como classes de medicação aceitas pelos pediatras.
     Chás estão proibidos, uma vez que não apenas não ajudam nas cólicas como atrapalham a amamentação. Lembre-se, a cólica do lactente não traz riscos para o bebê e tem data para acabar, portanto não tome medidas que possam prejudicá-lo!!
     A calma dos pais é crucial nesse momento. Quanto maior for o desespero dos pais, mais agitados os pequenos ficarão, piorando a cólica. Veja, é um círculo vicioso.

Funchicórea

     A Funchicórea é um fitoterápico na forma de pó que mistura extrato de chicórea, essência de funcho, ruibarbo em pó e tem nos excipientes a sacarina e o carbonato de magnésio. Há anos é utilizados por pais no combate da cólica do lactente porém sem efeito comprovado. Ela pode ser oferecida em mamadeira, a partir de sua diluição em água, ou passando o pó na chupeta. A verdade é que os bebês acalmam ao sugar a chupeta com a funchicórea, mas porque eles estão com algo doce na boca (sacarina é um adoçante artifical) o que remete a sensação de prazer. Mas ela está longe de tratar a cólica ou até mesmo melhorar a dor. Trata-se de uma distração para o seu filho com uma substância doce. Devo lembrá-los que os bebês no primeiro ano de vida não devem ingerir açúcares e muito menos adoçantes.
     A funchicórea teve suas vendas suspensas em fevereiro de 2012 pela ANVISA. Em 25 de fevereiro de 2013, a ANVISA determinou a suspensão e o recolhimento do Chicória Plus, Funchicol e Funchobaby pois os produtos não estavam sendo fabricados de acordo com as legislações da Agência. Nesse mês, entretanto, a produção da Funchicórea foi novamente autorizada pela ANVISA.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Notícia

     Chicco, Burigotto e Peg-Pérego convocam recall de 13 mil cadeirinhas de bebê para carro!! Confiram a notícia no link http://oglobo.globo.com/defesa-do-consumidor/chicco-burigotto-peg-perego-convocam-recall-de-13-mil-cadeirinhas-de-bebe-para-carro-8997068.

Convulsão febril em crianças

     Em tempos de frio, doenças febris são bastante frequentes em crianças de todas as idades. Sempre vi mães extremamente aflitas com o risco de filhos convulsionarem por causa de febre alta.
     Aqui vai um vídeo bastante esclarecedor do Hospital Albert Einstein onde a Dra Milena de Paulis dá orientações a respeito dessa entidade e como proceder.



terça-feira, 9 de julho de 2013

Papinha

     Existem marcos na vida dos pais e dos bebês referentes à alimentação. A primeira mamada, a primeira papinha,... Tanto a Sociedade Brasileira de Pediatria quanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconizam que o aleitamento materno deve ser exclusivo até os 6 meses e complementar até os 2 anos. Por exclusivo, digo e-x-c-l-u-s-i-v-o!! Isto é, sem água, sucos ou chás. Está comprovado que até os 6 meses os bebês necessitam apenas a água presente no leite e que outros alimentos não só não nutrem como trazem prejuízos à amamentação. Mas a partir dos 6 meses muita coisa muda e é então que os pais podem ter o gostinho de ver seus filhos fazendo careta com a primeira frutinha e papinha.
     A primeira papa salgada deve ser oferecida do 6º ao 7º mês no "almoço", entre as 11 e 12 horas. São ingredientes: carne (moída, desfiada) ou frango, legumes, carboidratos (arroz, macarrão, feijão) e verdura (de preferência folha verde pois são mais ricas em vitaminas, cálcio e ferro). Para o preparo pode-se refogar um pouco de cebola e alho com um fiozinho de azeite. Lembre-se que o paladar do bebê não está adaptado a muitos temperos e nem sal, portanto, coloque pouco sal e condimentos. Os alimentos podem ser preparados juntos na forma de sopa ou separados. Na hora de oferecer, eles podem ser picadinhos e amassados no garfo ou passados na peneira, mas nunca batidos no liquidificador. Com o passar do tempo e maior maturidade do seu filho, ofereça pedacinhos progressivamente maiores. A partir do 7º mês, seu filho tem direito a almoçar e jantar.
     Em relação à carne, evite a introdução precoce do peixe. Apesar do peixe ser rico em ômega-3 e ter um grande valor nutricional (reduz risco de doenças cardiovasculares e é importante no desenvolvimento do sistema nervoso central e da retina), seu potencial alergênico é elevado. Portanto, recomenda-se a sua introdução a partir do 10º ao 12º mês de vida (principalmente para bebês com risco alérgico).

ARMAZENAMENTO

     As papinhas podem ser guardadas na geladeira por no máximo 2 dias e no freezer por 30 dias (em sua grande maioria). O armazenamento deve ser feito em potes de plástico ou de vidro lavados com sabão neutro e água quente. Para o armazenamento espere esfriar naturalmente ou por branqueamento (resfriamento por "banho maria" com gelo). Cole sempre um adesivo no potinho com a data do preparo e os ingredientes.
     Para oferecer uma papa previamente congelada, coloque-a na geladeira no dia anterior. Descongelar e congelar novamente não pode, tá!!


DICA

     Para situações especiais ou na falta de tempo, algumas empresas preparam papinhas com ingredientes naturais e frescos que são solicitados por telefone, email e/ou formulário online e entregam em casa. O Empório da papinha atende São Paulo e o cardápido pode ser consultado pelo site. A Papa-rica atende as regiões com DDD 19. Vale a pena conferir.


DESCONTRAINDO

     Aqui vai uma receita saborosa e nutritiva de papa salgada.

Papa de feijão preto, couve e beterraba

Ingredientes:
2 colheres de sopa de carne moída
1 mandioquinha pequena
1/2 beterraba pequena
1 folha de couve crua
2 colheres de sopa de feijão preto cozido com caldo
2 colheres de sopa de arroz cozido
1 colher de chá de azeite
1 colher de chá de cebola

Preparo:
Refogue os temperos e a carne moída. Acrescente cubos de beterraba e mandioquinha. Regue com uma xícara de água e deixe cozinha em fogo baixo até ficar bem macio. Quando o feijão estiver quase no ponto, ponha a couve para cozinha ali por 5 minutos. No prato, coloque o arroz bem cozido, por cima acrescente o feijão. Ao lado, ponha os demais alimentos. Amasse com um garfo.

sábado, 6 de julho de 2013

Andador, pode?

     OK, a gestação está estabelecida e o sexo do bebê já é conhecido. A barriga está ficando enorme e eis que surge o chá de bebê. Dá para contar nos dedos quantas mães não ganharam de pessoas queridas o tal do andador. Os motivos para se presentear com esse objeto são vários... o bebê ganha mais mobilidade, gasta energia, aprende a andar mais rápido... e sempre extremamente bem intencionados. Acontece que o andador vem sendo combatido pelos pediatras há tempos. Mais recentemente, a Sociedade Brasileira de Pediatria iniciou campanha para abolir os andadores.
     Primeiramente, os andadores não fazem as crianças gastarem mais energia, uma vez que ao conferir maior mobilidade, basta dar um pequeno impulso com os pés para que ele deslize longe. Em segundo lugar, o andador atrapalha o desenvolvimento da marcha, podendo levar mais tempo para seu filho ficar em pé e caminhar sem apoio. Estudos mostram que as crianças sujeitas ao andador engatinham menos e têm escores inferiores nos testes de desenvolvimento.
     Mas o que transforma o andador em um objeto de perigo é o risco aumentado para traumas. Ele pode atingir a velocidade de 1m/s o que, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, equivale a "entregar a chave do carro a um guri de dez anos". O andador pode "enroscar" em absolutamente qualquer objeto ou irregularidade do chão, como tapetes, sapatos, pés de cadeiras e afins. Quando o bebê está no chão engatinhando ou andando com apoio, sua queda envolve baixa energia, já que não conta com velocidade e nem altura. Mas quando uma criança cai do andador, ela normalmente está deslizando com o aparelho e ao se prender, ocorre um movimento rotacional que potencializa a queda. Ainda pior... a criança cai batendo a cabeça. Isso se não entrarmos no mérito de quedas de escada  e degraus com o andador. Dados da Academia Americana de Pediatria apontam que 10 atendimentos de cada 1000 crianças menores de 1 ano em serviços de emergência são causados por queda de andador, sendo que 1/3 das lesão são graves, geralmente fraturas ou tramas exigindo internações. Mais ainda, estudos mostram que 70% das crianças que sofreram traumatismos com andador estavam sob a supervisão de um adulto.



     Não é por menos que em abril de 2007 o Canadá proibiu a fabricação e venda desse equipamento. Entretanto, no Brasil a fabricação de andadores é legalizada e basta passar na frente de qualquer loja de artigos para bebês que veremos alguns modelos expostos na vitrine. Assim, podemos apenas contar com o bom senso dos pais de não permitirem que seus filhos se exponham a tal risco. Portanto, se ganharem um andandor de presente, agradeçam, porque provalvemente a intenção foi a melhor, mas troque na loja por algum outro artigo que traga benefícios ao seu filho sem tantos riscos.
     Logo, minha resposta a pergunta do início é NÃO, andador não pode!!!